Na quinta profética, a Rocha Church recebeu Paulinho de Jesus, que há 29 anos percorre igrejas contando a própria história. O ponto de partida foi Lucas 1.37, e a mensagem inteira girou em torno de uma convicção: para Deus nada é impossível, e o amor de Deus costuma chegar até nós pelas atitudes de alguém que se recusa a desistir.
Porque para Deus nada é impossível.
Lucas 1.37Uma infância ferida
Filho de um pastor da Assembleia de Deus e de uma costureira, Paulinho cresceu em Osasco. Ele contou que foi abusado ainda criança por um vizinho que tinha ganhado a confiança da família aos poucos, com presentes e gentilezas, até se sentar à mesma mesa que seu pai. Ninguém percebeu, e ele guardou o segredo por anos.
Na adolescência, um rapaz da escola insistiu durante meses para que ele tomasse hormônios, até que ele aceitou. Aos 14 anos foi expulso da escola. Desse dia, ele tirou uma lição que repetiu várias vezes na noite: a nossa vida é decidida pelas nossas escolhas.
Filhos são herança de Deus
A partir da própria dor, Paulinho fez um alerta aos pais. Dizer que "Deus está no controle" não dispensa ninguém de cuidar. Os filhos são herança que Deus confiou às nossas mãos, e um dia vamos prestar contas dela.
- Seja o melhor amigo do seu filho: combine que tudo o que acontecer na escola será contado em casa.
- Escola ensina a ler e escrever; educação é responsabilidade do pai e da mãe.
- Não terceirize a criação, nem mesmo para a igreja: o pastor cuida das ovelhas, mas o filho que Deus te deu é seu.
"Vem aqui"
Expulso da escola, ele voltou para casa certo de que seria mandado embora. A mãe, quando soube, chorou e repetia que para Deus nada é impossível. Ele arrumou uma mochila, entrou no quarto do pai e pediu perdão por não ser o filho que ele tinha pedido a Deus.
O pai mandou que ele se aproximasse. Paulinho fechou os olhos esperando um golpe. Em vez disso, o pai beijou a mão dele, colocou-a sobre o próprio peito e disse que Jesus o amava, que ele também o amava, e que tudo o que tivesse que passar, passaria debaixo do mesmo teto.
Um pai que saía para buscar
Nos anos seguintes, Paulinho foi para as ruas de São Paulo. E o pai, depois do culto, saía de carro de madrugada para procurá-lo. Quando o encontrava, cobria o filho com o próprio paletó e repetia a mesma frase. Contava também o que Deus lhe dizia em oração: que aquele filho ainda cantaria só para o Senhor.
Hoje eu sou cristão porque meu pai foi referência, e não puxador pela corda.
O pai morreu em 1984, sem ver essa promessa se cumprir. Mas tinha avisado ao filho que Deus é fiel e mudaria a sua história. Treze anos depois, Paulinho entregou a vida a Jesus.
Amor precisa de atitude
A aplicação veio para dentro de casa. Somos bons em dizer "Jesus te ama" para quem está longe, mas há quanto tempo não olhamos nos olhos do pai, da mãe, dos filhos ou do cônjuge para dizer isso?
Amor não pode ser resumido em palavras. Amor tem que vir acompanhado de atitudes.
Para Paulinho, o ministério de cada um começa dentro de casa. Se a igreja dentro de casa não vai bem, a outra também não vai.
O visto para o céu
Ele terminou falando de salvação. A Bíblia é como um passaporte que qualquer pessoa pode ter, mas para entrar é preciso um visto, e esse visto é o sangue de Jesus, que purifica de todo pecado. Nenhuma denominação leva alguém ao céu. Quem leva é Jesus, o caminho, a verdade e a vida.
E o que custa? Nada. Salvação é graça e é de graça, mas exige uma decisão.
Para levar para a semana
- Escolha uma pessoa da sua casa e diga, olhando nos olhos: "Jesus te ama e eu também te amo".
- Se você tem filhos, converse com eles sobre o dia deles e combine que podem te contar qualquer coisa.
- Pense em alguém que se afastou de você ou de Deus: como ser referência, e não corda, na vida dessa pessoa?
- Reflita: que escolhas desta semana estão decidindo a sua história?
Deus não faz remendo; ele transforma e faz tudo novo. Assista à ministração completa no vídeo abaixo.


